Conheça o Magalhães: O sucesso Português
Com certeza que já conhece o Magalhães, o novo portátil de baixo de custo dito Português (mas que na verdade, apenas 1/3 do computador é fabricado em Portugal), o que talvez não saiba é que o Magalhães tem sido alvo de cobiça por “Gregos e Troianos”, sendo já considerado um sucesso em Portugal.
Tudo começou com a aquisição de um milhão de unidades pela Venezuela e agora a espera de 5 horas — volto a frisar, 5 horas! — na fila da Fnac do Colombo para adquirir o portátil low cost sensação que é abrangido pelo programa e-escolinha do Governo.
Outro factor interessante é o facto do stock existente para o primeiro dia de vendes ter esgotado na loja de Lisboa, ficando apenas algumas unidades por vender na Fnac do Porto. Um sucesso, tratando-se de um stock de 250 unidades por loja, não?
As análises começam a pipocar por essa Web fora mas optei por publicar o vídeo da análise realizada pela Exame Informática, onde todos os detalhes são mostradas ao detalhe. O portátil Magalhães pode ser adquirido por 285€ numa qualquer loja de Informática (vulgo Worten, Vobis e etc.) ou por apenas 50€, se inserido no programa E-escolinha do Governo.
Estou interessado num, e você caro leitor?

computador “Magalhães”- uma aldrabice que a Televisão não descobriu.
Condensei alguma informação interessante sobre este engano ao povo português…
Magalhães – o mais escandaloso golpe de propaganda do ano
Os noticiários abriram há dias, com pompa e circunstância, anunciando o lançamento do “Primeiro computador portátil português”, o Magalhães”.
A RTP refere que é “um projecto português produzido em Portugal”
A SIC refere que é “um produto desenvolvido por empresas nacionais e pela Intel” e que a “concepção é portuguesa e foi desenvolvida no âmbito do Plano Tecnologico.”
Na realidade, só com muito boa vontade é que o que foi dito e escrito é verdadeiro. O projecto não teve origem em Portugal, já existe desde 2006 e é da responsabilidade da Intel. Chama-se Classmate PC e é um laptop de baixo custo destinado ao terceiro mundo e já é vendido há muito tempo através da Amazon.
As notícias foram cuidadosamente feitas de forma a dar ideia que o “Magalhães” é algo de completamente novo e com origem em Portugal.
Não é verdade. Felizmente, existem alguns blogues atentos. Na imprensa escrita salvou-se, que se tenha dado conta, a notícia do Portugal Diário: “Tirando o nome, o logótipo e a capa exterior, tudo o resto é idêntico ao produto que a Intel tem estado a vender em várias partes do mundo desde 2006. Aliás, esta é já a segunda versão do produto.”
Pelos vistos, o jornalista Filipe Caetano foi o único a fazer um trabalhinho de investigação em vez de reproduzir o comunicado de imprensa do Governo.
A ideia é destruir os esforços de Negroponte para o OLPC. O criador do MIT Media Lab criou esta inovação, o portátil de 100 dólares…
A Intel foi um dos parceiros até ver o seu concorrente AND ser escolhida como fornecedor. Saiu do consórcio e criou o Classmate, que está a tentar impor aos países em desenvolvimento.
Sócrates acaba de aliar-se, SEM CONCURSO, à Intel, para destruir o projecto de Negroponte. A JP Sá Couto, que ja fazia os Tsunamis, tem assim, SEM CONCURSO, todo o mercado nacional do primeiro ciclo.
Tudo se justifica em nome de um número de propaganda política terceiro-mundista.
Para os pivots (ex-jornalistas?) Rodrigues dos Santos ou José Alberto Carvalho, o importante é debitar chavões propagandísticos em vez de fazer perguntas.
Se não fosse a blogosfera – que o ministro Santos Silva ainda não controla – esta propaganda não seria desmascarada. Os jornalistas da imprensa tradicional têm vindo a revelar-se de uma ignorância, seguidismo e preguiça atroz.
E assim, com esta propaganda, vão enganado o povinho…
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